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Oferta eólica no Brasil
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DivulgaçãoA participação da energia eólica na oferta de eletricidade no Brasil deverá alcançar 1% em 2030, contra os 0,2% de 2005, ano com geração inferior a 100 megawatts (MW). A projeção, hoje considerada conservadora, consta da publicação Matriz Energética Nacional 2030, baseada no Plano Nacional de Energia 2030, do Ministério de Minas e Energia. De acordo com o estudo, entre 2005 e 2030, a capacidade instalada das centrais movidas a vento deverá alcançar 4.682 MW. Só para o leilão do dia 14 de dezembro, os projetos habilitados totalizam mais de 10 mil MW.
Energia eólica:limpa e ecológica.
“Ainda não sabemos qual é o volume de energia que o governo vai comprar no leilão. Não significa que será todo o montante que está sendo ofertado nos projetos. Este número só será divulgado próximo ao dia do leilão”, disse Hamilton Moss, diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia. A publicação Matriz Energética estima que, entre 2015 e 2030, a energia eólica terá uma expansão de capacidade de 3.300 MW, volume equivalente à totalidade da primeira fase do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), iniciado em 2002.
Para o sócio da Câmara Brasileira de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, o Brasil caminha para ter uma geração de energia mais distribuída. “Hoje, mais de 80% é baseada em água. Isso não é bom”, diz. O consultor acredita que o país terá fontes alternativas de energia diferenciadas, de acordo com a vocação de cada região. “Em São Paulo, existe o bagaço da cana gerado pela produção de álcool. Esta fonte tem potencial semelhante ao da Usina de Itaipu. No Rio e no Espírito Santo, a fonte usada deve ser o gás natural, oriundo dos poços de petróleo. No Nordeste, a vocação é claramente a eólica”, exemplifica.
Segundo Pires, o sistema elétrico estava precisando de um banho de modernidade. E o momento é agora. “É uma hora excelente para termos um pouco mais de ousadia, pois a tendência é de aumento substancial da demanda. A equação é produzir mais emitindo menos CO².”


